quarta-feira, 20 de maio de 2015

PERDIÇÃO


Bananas, leite de coco caseiro, cacau cru, farinha de arroz, açúcar de coco, avelãs e raspa de laranja. É de comer e chorar por mais.  A receita precisa, ainda, de alguns acertos, mas está no top das minhas preferidas. O bolo é denso sem ser pesado e tem o equilíbrio certo entre as diferentes texturas que o compõem. Sem glúten e vegan. O próximo ensaio é com crackers de sementes.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

NOVIDADES NA MARINHA


É possível que a melhor combinação de ingredientes seja cacau + maca + açúcar de coco + pasta de amêndoa + trigo sarraceno germinado. É de lamber os dedos e ir ao céu. Perfeita para usar nas taças de fruta que, brevemente, podem começar a ser degustadas na Cafetaria do Museu de Marinha.
Na foto, uma das muitas variações de pudim de chia e leite de amêndoa que tomo habitualmente de manhã. Com nêsperas do quintal da Figueira, pepitas de cacau e açúcar de coco e sementes de cânhamo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PÃO DO AMOR

Fico sempre constrangida em chamar pão a uma massa sem levedura. A questão é que isto aqui em baixo, também não é um bolo. Bom, por agora, fica pão! Pão de batata doce com chips de coco e figos secos. Uma delícia. Então se for barrado com manteiga de amêndoa ou com pasta de avelã e mel, fica irresistível. Já a pensar no brunch para o dia dos namorados aqui.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

360 JOULES - RESSUSCITAR!

Nos últimos dois meses deixei de ter tempo para vir aqui actualizar o blog. Deixei de ter tempo para andar a passear na blogosfera, no instagram, no facebook (criado, a contragosto, para poder frequentar um curso online de cozinha). Deixei de ter tempo para pasmar.
Desde 19 de Novembro estou a trabalhar na Cafetaria do Museu de Marinha, que agora é gerida pela Mapa das Ideias, empresa da qual fui sócia fundadora há...uma eternidade (antes de me dedicar à Academia). Somos, na cozinha, uma vasta equipa de duas pessoas :) A Shanti, que conheci quando estagiei no Hotel Inspira Santa Marta, é a minha ajudante que faz, entre muitas outras coisas, umas maravilhosas farófias. Bom, a Shanti é do Nepal e, como tem alguma dificuldade em pronunciar a palavra farófias, prefere usar o termo "farafóis" :) 


Com os dias ocupados numa cozinha a sério, sobra muito pouco tempo para tirar fotografias ao que fazemos diariamente. Como as quiches...que eu já não fazia com tanta frequência desde a minha adolescência, época em que crepes e quiches ocupavam os meus tempos na cozinha. Estas são bem melhores do que as versões imberbes que então produzia. As minhas preferidas continuam a ser as de cogumelos e tomilho e as de queijo cabra, manjericão e pimento vermelho.


Hoje, que estou de folga (ah, como se um cozinheiro tivesse um dia de folga....folga da cozinha significa passar o dia a lavar jalecas, calças e sapatos de borracha!), aproveitei, também, para ressuscitar as duas estirpes de keffir que tinha a hibernar no frigorífico há longos meses. Uma das estirpes veio directamente de Moscovo, trazida pela minha colega Anna do Curso de Cozinha. Vou alimentá-los, como de costume, com leite de cabra. A ver se medram...


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

TESTES


Tomilho do quintal, castanhas e cogumelos agasalhados numa massa filo. Nos dias anteriores, tofu com molho agridoce de laranja e caril de lentilhas e vegetais. Falta perceber se o tempeh com molho de amendoim funciona. Os testes continuam. Brevemente num museu perto de si.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PÃO COM COISAS

Ando às voltas com receitas de caril de lentilhas, cassoulet de feijão, tofu panado e couscous de vegetais, arroz árabe e legumes grelhados, beringela parmigiana e lasanha de vegetais. Uma alucinação inesperada...novidades que espero contar daqui a uns dias! Entretanto, vou testanto outras receitas e combinações de ingredientes, que já usava, que aprendi no estágio de cozinha (5 dias para terminar!) e que tenho vindo a redescobrir no curso Fazer da cozinha uma farmácia


A receita de pão, com farinha de arroz, sêmola de milho e polvilho doce, segue a linha das outras experiências (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui). Por vezes, uma colher de cúrcuma (ah, finalmente encontrei cúrcuma em raiz e espero que a mesma se desenvolva lá no quintal da Figueira) para dar este tom dourado ao pão. 
Usei, numa das fatias, uma esmagada de batata doce e cebola confitada com rebentos de brócolos. Na outra fatia, rodelas de tempeh fumado, que foram ligeiramente salteadas, com manjericão. 


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

FARMÁCIA - COZINHA

No início deste ano, quando comecei a fazer o curso intensivo de cozinha na ACPP, conheci o Projecto Safira. Este projecto desenvolve, entre outras actividades, formações na área da cozinha as quais têm como objectivo central ensinar a preparar refeições que contribuam para a prevenção do cancro. Na altura, o Projecto estava a realizar a primeira edição de um curso de três meses sobre cancro e nutrição. Já não fui a tempo de me inscrever, mas fiquei bastante interessada na temática. No mês passado começou a segunda edição do curso, desta vez, também, com uma versão online o que me possibilita conciliar com o estágio de cozinha.
Há alguns anos, eu já tinha abastecido a minha biblioteca pessoal com alguns livros sobre a temática, nomeadamente com este e este. A mensagem (posto de uma maneira simplista) é basicamente a mesma: excluir alimentos que podem potenciar o crescimento de tumores e usar e abusar daqueles que evitam o desenvolvimento de células cancerígenas. 


Creio que a grande dificuldade em mudar a base da nossa alimentação para que a mesma se enquadre numa estratégia de prevenção/combate ao cancro não reside, como algumas pessoas sustentam, na dificuldade em aprender novas receitas ou na manipulação de ingredientes que não usamos habitualmente. Quem cozinha com regularidade - com maior ou menor entusiasmo - facilmente se adapta a novos parâmetros. Tecnicamente falando. Embora as primeiras experiências possam ser frustrantes pelos resultados obtidos. O grande obstáculo reside, a meu ver, na adaptação do gosto a novos sabores e texturas. Uma neofobia alimentar difícil de contornar. Ou, visto de outra forma, na exclusão dos alimentos que habitualmente estão presentes nos nossos pratos. 
Eu sei perfeitamente que o efeito cumulativo dos alimentos com glúten no meu corpo é desastroso. Um pedacinho de pão num dia não me faz mal. Vários pedacinhos de pão/bolo em vários dias seguidos deixam-me inchada como um peixe balão. Se ao glúten eu juntar o açúcar, então o resultado é mesmo muito mau. E se em casa o açúcar amarelo tem como destino habitual servir de esfoliante natural, por vezes também é usado para fazer um maravilhoso caramelo salgado para acompanhar pipocas. É pontual. E eu sei que me faz mal. Mas nem sempre resisto.
Habituámo-nos a comer alface o ano todo - é impressionante como no restaurante médio a salada que acompanha o peixe ou a carne é, quase sempre, uma trilogia de alface, tomate e cebola. A couve, que tantos benefícios tem, a boa couve, nem vê-la. As gerações mais novas parece que olham para a couve como se tivessem um alien no meio do prato.
Para além do problema da adaptação do gosto, há outras questões como a disponibilidade financeira para aquisição de alguns ingredientes específicos. Por exemplo, as frutas que parecem ser mais benéficas são as vermelhas e que são comparativamente mais caras e de difícil acesso para muitas pessoas. 


Tenho o frigorífico repleto de coisas verdes que vieram da aldeia. Vegetais crucíferos de todas as formas e feitios. Tantas que até passei a comer sopa ao pequeno almoço para não desperdiçar nada :)
Há uns dias, comprei esta couve flor roxa (entusiasmei-me com a cor porque couve flor não é propriamente coisa que adore) e fiz um puré com alho e azeite. Acelgas salteadas (tirei os talos e cortei as folhas grosseiramente), batata doce (assada inteira e servida com avelãs tostadas, óleo de coco e pimenta preta) e quenelles de lentilhas (puxado de cebola e azeite com cúrcuma, lentilhas coral, algas hijiki e tâmaras Medjool) completaram o prato. Tão melhor que um hamburguer de soja com uma salada de alface. Para sobremesa, uns figos do Algarve e amêndoas.
E, agora, vou dar destino a mais umas coisas verdes :)


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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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